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Alguém viu o Fernando por aí?

Fernando Pimentel, o atual prefeito de Belo Horizonte

Fernando Pimentel, o atual prefeito de Belo Horizonte

O atual prefeito da capital mineira anda meio sumido para o grande público, mas tem se mostrado muito atuante nos bastidores da política municipal. Ao lado do prefeito eleito Márcio Lacerda (PSB – MG), Pimentel trabalha no lobby para a aprovação de uma lista de 15 projetos considerados prioritários para a cidade e que estão em tramitação na Câmara de Vereadores. Em um almoço realizado no dia 10 de novembro, Pimentel e Lacerda definiram a tal lista que contém, entre outros, o código de obras, que já tem mais de 60 anos, e o código de posturas, que regula a questão da mídia externa, como os outdoors. O prefeito da capital mineira afirmou que o Legislativo está comprometido e empenhado em votar tais projetos que, segundo ele, são de interesse de toda a cidade, apesar dos entraves e barreiras impostos pelos vereadores, capitaneados por Totó Teixeira (PMDB – MG), líder da Casa.  Vale lembrar que a atual legislatura termina no dia 31 de dezembro e caso não sejam aprovados tais projetos, o candidato eleito por Pimentel em parceria com o governador Aécio Neves, encontraria muitas dificuldades no começo de seu mandato.  Márcio teria que mandar de novo para Câmara os mesmos projetos e começar de novo toda a tramitação.

 

Paralelamente à batalha na Câmara, o atual prefeito está concentrado também na faxina para a chegada do novo prefeito, no dia primeiro de janeiro.  Do primeiro escalão municipal são 28 vagas de secretários de coordenação e temáticos, além de nove de gestão regional. No segundo escalão existem 18 sub-secretários regionais, presidentes e diretores de seis empresas, do Hospital Odilon Behrens e da Fundação Zoobotânica. No terceiro e quarto escalões, 252 gerentes de primeiro nível; 493 de segundo nível; 140 de terceiro nível; 14 gerentes de quarto nível e 16 diretores de equipamentos culturais. No total, Márcio Lacerda terá à sua disposição 2.633 cargos para negociar com legendas aliadas. Neste trabalho de desocupação para a chegada do novo prefeito, curiosamente, a maior parte dos servidores que estão sendo dispensados ou exonerados por Pimentel, é ligada ao PT e ao PCdoB, partidos que estão na administração municipal há 16 anos. Aproximadamente 90% dos cargos comissionados são ocupados pelo PT, partido do atual prefeito.  E Pimentel parece estar empenhado também na punição dos petistas contrários à dobradinha com o PSDB. Cerca de dez petistas foram “convidados” a desocupar seus cargos. Foi o que aconteceu com  a secretária-adjunta da Administração Regional Pampulha, Isabel Cristina de Lisboa, exonerada pelo atual prefeito. A servidora é ligada ao ex-deputado petista Rogério Correia, critico ferrenho da aliança entre PT e PSDB, e apoiou o candidato Leonardo Quintão nas últimas eleições. Pelo visto, Fernando Pimentel está mais atuante do que nunca, trabalhando para que a transição ocorra da maneira que ele, e seus aliados desejam, e já com vistas para o pleito de 2010.  

Santa Tereza

Cerveja gelada

Apolo Heringer fecha ciclo de debates sobre 68 sonhando

 

“Do movimento estudantil ao movimento ambientalista”, palestra do médico Apolo Heringer Lisboa, fechou o ciclo de debates “1968: o sonho acabou?”, realizado na Faculdade Estácio de Sá, no campus Prado, entre os dias 28 e 30 de maio. Idealizado pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda e coordenado pelo professor Marcelo Freitas, o evento resgatou a memória de um período crucial da nossa história recente, além de propor uma reflexão sobre a herança deixada por aqueles jovens que ousaram tentar mudar o mundo 40 anos atrás.

 

 

 

 

Um número razoável de alunos e professores compareceu a última palestra do ciclo de debates “1968: o sonho acabou?”, ministrada pelo médico Apolo Heringer Lisboa. O público pôde ouvir o relato de alguém que viveu intensamente esse período de contestação e mudanças. De forma bem descontraída, em diversos momentos arrancando boas gargalhadas da platéia, Apolo discorreu sobre diversas fases de sua vida. Lembrou dos tempos de jovem afiliado ao Partido Comunista, lutando contra a ditatdura ao lado de nomes importantes como o de Carlos Lamarca, perseguido e preso, ele viu de perto as atrocidades cometidas pelo regime militar no Brasil. “Muitas vezes meus irmãos foram perseguidos, tenho amigos que foram torturados barbaramente”, relembrou Apolo.

 

 

 

 

Transitando livremente entre diversos temas, dando sua opinião sobre diversos assuntos, o médico fez questão de mostrar aos presentes que o sonho não acabou. A centelha que fez explodir a revolução em 68 continua acesa nos dias de hoje. E parece que a platéia presente ao encerramento do evento compreendeu a mensagem. A aluna do primeiro período de Publicidade e Propaganda, Raquel Cristine dos Santos Silva, fez coro ao palestrante ao afirmar que o sonho de 68 ainda permanece vivo. “Há muitas coisas que se mudar ainda, então você tem que continuar sonhando prá mudar, porque sem sonho a gente não persegue os ideais não”, afirmou a estudante.

 

Renovar ou renascer. Os dois termos servem muito bem para resumir a palestra de Apolo Heringer Lisboa. A trajetória do jovem guerrilheiro que foi exilado, – e que agradece por isso – do ex-integrante da cúpula petista em Minas e que deixou o cargo por não deixar se vender, do homem que se viu perdido, sem rumo e se sentindo um morto mas que renasce criando o Projeto Manuelzão, serviu para fechar o evento mostrando que o sonho continua vivo, como em 68. 40 anos depois, Apolo ainda quer mudar o mundo.

 

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Caso queira conferir a cor da voz de quem lhe escreve….

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Pinduca Panis et Circenses

pinducaRega bofe promovido pelo deputado estadual Pinduca, em Betim, esta dando o que falar. Isso e so um teste.

E Fidel jogou a toalha…

O ditador cubano, Fidel Castro anunciou a sua renúncia após 49 anos no comando de Cuba. A notícia veio através de uma carta publicada no site do jornal “Granma”. Castro foi submetido a uma cirurgia intestinal há cerca de um ano e meio e desde então não aparece em público. O comando da ilha está interinamente nas mãos de seu irmão, Raúl Castro. Na carta, Fidel além de comunicar sua renúncia, indica o irmão como o seu sucessor na presidência e informa que continuará apenas como membro do Parlamento Cubano.A decisão do líder cubano repercutiu em todo o planeta. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que a renúncia de Fidel “deve ser o começo da transição democrática em Cuba”, palavras reiteradas em vários outros países, mundo afora.Fidel Castro chegou ao poder em 1959 depois de travar uma luta de 25 meses com o presidente cubando da época, Fulgêncio Batista. Apoiado por Che Guevara, Raúl Castro e Camilo Cienfuegos, também líderes da revolução cubana, Fidel implantou o modelo comunista em Cuba. O interessante é que antes da revolução, os comunistas não confiavam em Fidel e apoiavam o presidente deposto Fulgêncio Batista. Cinefuegos morreu ainda em 1959 num desastre aéreo. Che Guevara morreu em 1967, executado pelo soldado boliviano Mário Terán. Os dois foram fontes de inspiração e apoio na marcha de Fidel rumo ao poder na ilha. Dois momentos foram cruciais nesses 49 anos de poder: o episódio da invasão frustrada da Ilha dos Porcos por exilados cubanos, patrocinados e treinados pela CIA, e a crise dos mísseis soviéticos em território cubano. Como forma de castigar Fidel e Cuba pela invasão frustrada, os Estados Unidos impuseram um embargo econômico a Cuba e ameaçaram romper relações com qualquer nação que descumprisse o bloqueio. Com o aprofundamento comunista e a aproximação cada vez maior com a União Soviética, em 1962, Cuba foi o olho do furacão na chamada “Crise dos Mísseis”. Em resposta a tentativa de invasão americana à ilha e também por causa da instalação de mísseis nucleares americanos na Turquia, os soviéticos instalaram mísseis atômicos em Cuba. O serviço secreto americano conseguiu fotos dos silos de armazenamento das armas e o mundo então entrou num dos momentos mais tensos da Guerra Fria, com a iminência de uma guerra nuclear. Cuba fica a pouco mais de 120 quilômetros dos Estados Unidos. Russos e americanos entraram num acordo de emergência: Moscou retirou os mísseis e Washington se comprometeu a não mais tentar invadir Cuba.Em 1999 os Estados Unidos deram uma aliviada no embargo a Cuba mas a população, mesmo assim, passa por uma situação muito difícil. A medicina e a educação avançadíssimas contrastam com a falta de alimentos básicos para a população. A cada dia mais e mais cubanos se aventuram na tentativa de deixar a ilha, com sua crise para trás, e tentam a sorte principalmente nos Estados Unidos. Nos últimos anos a economia cubana tem reagido e registrado bom índice de crescimento mas o país precisa de muitas reformas. A frota de carros cubana é um verdadeiro museu automobilístico a céu aberto. Modelos americanos das décadas de 40 e 50 convivem com ultrapassados Lada soviéticos, herança viva do comunismo e da proximidade com Moscou.

A saída de Fidel se faz mais que necessária para que o país se modernize e melhore as condições de vida de seu povo.

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