Apolo Heringer fecha ciclo de debates sobre 68 sonhando

 

“Do movimento estudantil ao movimento ambientalista”, palestra do médico Apolo Heringer Lisboa, fechou o ciclo de debates “1968: o sonho acabou?”, realizado na Faculdade Estácio de Sá, no campus Prado, entre os dias 28 e 30 de maio. Idealizado pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda e coordenado pelo professor Marcelo Freitas, o evento resgatou a memória de um período crucial da nossa história recente, além de propor uma reflexão sobre a herança deixada por aqueles jovens que ousaram tentar mudar o mundo 40 anos atrás.

 

 

 

 

Um número razoável de alunos e professores compareceu a última palestra do ciclo de debates “1968: o sonho acabou?”, ministrada pelo médico Apolo Heringer Lisboa. O público pôde ouvir o relato de alguém que viveu intensamente esse período de contestação e mudanças. De forma bem descontraída, em diversos momentos arrancando boas gargalhadas da platéia, Apolo discorreu sobre diversas fases de sua vida. Lembrou dos tempos de jovem afiliado ao Partido Comunista, lutando contra a ditatdura ao lado de nomes importantes como o de Carlos Lamarca, perseguido e preso, ele viu de perto as atrocidades cometidas pelo regime militar no Brasil. “Muitas vezes meus irmãos foram perseguidos, tenho amigos que foram torturados barbaramente”, relembrou Apolo.

 

 

 

 

Transitando livremente entre diversos temas, dando sua opinião sobre diversos assuntos, o médico fez questão de mostrar aos presentes que o sonho não acabou. A centelha que fez explodir a revolução em 68 continua acesa nos dias de hoje. E parece que a platéia presente ao encerramento do evento compreendeu a mensagem. A aluna do primeiro período de Publicidade e Propaganda, Raquel Cristine dos Santos Silva, fez coro ao palestrante ao afirmar que o sonho de 68 ainda permanece vivo. “Há muitas coisas que se mudar ainda, então você tem que continuar sonhando prá mudar, porque sem sonho a gente não persegue os ideais não”, afirmou a estudante.

 

Renovar ou renascer. Os dois termos servem muito bem para resumir a palestra de Apolo Heringer Lisboa. A trajetória do jovem guerrilheiro que foi exilado, – e que agradece por isso – do ex-integrante da cúpula petista em Minas e que deixou o cargo por não deixar se vender, do homem que se viu perdido, sem rumo e se sentindo um morto mas que renasce criando o Projeto Manuelzão, serviu para fechar o evento mostrando que o sonho continua vivo, como em 68. 40 anos depois, Apolo ainda quer mudar o mundo.

 

Leia mais:

 

Reflexão

 

Herança

 

Movimentos

Deixe um comentário